E sinto o desejo que me apavora
Deleite suave que invade meu corpo
Calor pertinente de dentro pra fora.
Percorro as mãos sobre o corpo desnudo
Deslizo entre os seios de mel e doçura
Cedo a luxúria que deles aflora
E perco-as leves sobre a cintura.
O umbigo adorna a cintura tão fina
Parece uma taça de vinho ou de Rum
Acaricio sem pressa a barriga,
E deixo pesa-la sobre o bumbum.
Dele proponho sutil brincadeira
Ao ver suas curvas suaves, gentis,
Que as mãos o deixem somente de apoio
Para equilibrar-me sob os quadris.
Os quadris modelam o corpo amorável
Sinuoso desígnio de vontades ternas
Mimo-a sem pudor ou penúria
E procuro com as mãos deliciar-me nas pernas.
As pernas são pilares de tanta volúpia
Textura adorável como a da ulva,
As coxas lascivas e fortes
Incaminham-me húmidas até a vulva.
A vulva responsável por tanto desejo
Lúbrica desperta meu contentamento,
Travessa, divirto meu sexo ávido,
E usufruo daquele momento.
Tão logo meu corpo amolece satisfeito
E escorre em minhas pernas o gozo almejado
Sobe-me o calor que a seiva vigora
Deixando o apetite então saciado.
As mãos peregrinas descansam agora,
De tanto brincar no obsceno jogo,
E penso cativa de minha volúpia...
Ai de mim, que sou puro fogo!
Aline
Sem comentários:
Enviar um comentário