Que no início tudo são lírios,
Monocromia na pele e nos odores,
Essências originais, alvores,
Imaginação acesa em delírios...
Mas com um leve toque
O sangue ferve e lateja,
Novo tom, rosa-rosa, que assim seja,
Coloração que nos relembra a belle époque.
A mão febril é substituída no seu tempo,
Que entre a língua, do relento a rainha,
Orquídea verte lágrimas de contento.
Já é flor desabrochada, pólen abundante.
Tremores invisíveis de prazer alado
Transformam em violeta o sexo requintado,
Desenho ornamental, odor inebriante.
Os cálices explodem em coloração,
O deleite não tarda, graça suprema,
E no conjunto, o perianto pulsa de excitação.
Ah, o ápice do gozo que se espera!
Do miolo floral vê-se o néctar a escorrer...
Violeta... Orquídea... rosa... lírio.
MARCO HRUSCHKA







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