quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Vulva-Flor




Que no início tudo são lírios,



Monocromia na pele e nos odores,



Essências originais, alvores,



Imaginação acesa em delírios...








Mas com um leve toque



O sangue ferve e lateja,



Novo tom, rosa-rosa, que assim seja,



Coloração que nos relembra a belle époque.











A mão febril é substituída no seu tempo,



Que entre a língua, do relento a rainha,



Estimulante natural, trabalha sozinha,



Orquídea verte lágrimas de contento.







Já é flor desabrochada, pólen abundante.



Tremores invisíveis de prazer alado



Transformam em violeta o sexo requintado,



Desenho ornamental, odor inebriante.









Os cálices explodem em coloração,



O deleite não tarda, graça suprema,



As corolas brilham como estrelas de cinema,



E no conjunto, o perianto pulsa de excitação.











Ah, o ápice do gozo que se espera!



Do miolo floral vê-se o néctar a escorrer...



Violeta... Orquídea... rosa... lírio.



Nova flor em broto, nova primavera!








MARCO HRUSCHKA

Sem comentários:

Enviar um comentário