terça-feira, 24 de agosto de 2010

À meia-noite, pelo telefone



À meia-noite, pelo telefone,


conta-me que é fulva a mata do seu púbis.

Outras notícias

do corpo não quer dar, nem de seus gostos.

Fecha-se em copas:

“Se você não vem depressa até aqui

nem eu posso correr à sua casa,

que seria de mim até o amanhecer?”
 
 


Concordo, calo-me ....



Carlos Drummond de Andrade





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